quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Maconha ou Álcool, qual é pior para a saúde?



O título deste post já é capaz de gerar polêmica, pois tanto o consumo de álcool e o ato de fumar maconha podem trazer consequências graves para o corpo humano e para a saúde a curto e longo prazo. Embora o álcool seja responsável por cerca de 88.000 mortes por ano na América, os números relativos ao uso da maconha ainda são mais difíceis de encontrar. Isso porque a pesquisa sobre efeitos da maconha na saúde ainda está no começo, em comparação com os estudos rigorosos feitos para o álcool com relação à saúde humana.

Consequências para a saúde a curto prazo
Beber muito álcool pode rapidamente matar uma pessoa. A impossibilidade do corpo de metabolizar o álcool tão rapidamente como ele é consumido pode conduzir a uma acumulação de álcool no cérebro que por sua vez desliga as áreas necessárias para a sobrevivência, como as áreas do batimento cardíaco e da respiração por exemplo.




“Você pode morrer de bebedeira cinco minutos depois de ter bebido muito. Isso não vai acontecer com a maconha“, disse Ruben Baler, pesquisador do Instituto Nacional de Abuso de Drogas. “O impacto do uso da maconha é muito mais sutil.”
É claro que o uso da maconha tem seus efeitos nocivos, como é o caso do consumo de cigarros que está ligado com cerca de 440 mil mortes por ano em os EUA.
A maconha afeta o sistema cardiovascular, aumentando a frequência cardíaca e a pressão arterial, mas uma pessoa não pode fatalmente ter overdose de maconha como se pode com álcool, afirma Baler.
O álcool é mais nocivo do que a maconha para interagir com outras drogas. A maneira como o álcool é metabolizado no corpo potencializa o efeito das drogas ou de medicamentos quando consumidos juntos, ou seja, o álcool pode aumentar ou diminuir os níveis da droga ativa no organismo. Ainda assim, ambas as drogas podem afetar a saúde de forma indireta.
A maconha pode prejudicar a coordenação e o equilíbrio, com sérios riscos de se ferir, especialmente se alguém dirige ou escolhe ter relações sem proteção, já que suas inibições são reduzidas, de acordo com Baler. Estas são duas áreas em que as pessoas que usam maconha poderiam ser afetadas a curto e longo prazo.
Consequências para a saúde à longo prazo
Os efeitos à longo prazo para quem bebe muito são bem conhecidos. O excesso de álcool pode provocar sérias implicações que envolvem desde problemas estomacais até graves doenças no fígado, como câncer e cirrose, dentre outro problemas graves. E apesar de nem todas as pessoas serem afetadas, os riscos são maiores para quem bebe muito e com frequência.
Ao contrário do álcool, Baler disse que os efeitos do uso crônico de maconha não são tão conhecidos ainda. Estudos em animais indicaram algum possível impacto na reprodução. Além disso, há evidências de que a maconha pode piorar problemas psiquiátricos para pessoas que estão predispostas a eles, ou trazê-los em uma idade mais jovem. Finalmente, Baler afirma que quando a droga é fumada, pode causar bronquite, tosse e inflamação crônica das vias aéreas.





Ainda assim, estudos recentes indicam que a maconha faz menos mal ao pulmão do que o cigarro, sendo que o consumo da marijuana não está nem ao menos ligado com o câncer de pulmão. Além disso, o uso de maconha, se comparado ao de tabaco por um fumante, é bem menor.
A maior preocupação de Baler é com relação ao consumo da erva por menores de idade, afinal, ela interfere no desenvolvimento do cérebro, que ainda não está completo na época da adolescência.
Benefícios?
Não há recomendação médica para o uso de álcool, mas o uso medicinal da maconha não só existe como é liberado em alguns países. Com relação à bebida, Baler diz que sempre aconselha as pessoas a beberem pouco e que, nesses casos, o álcool não representa grandes perigos.
Quanto à maconha, é fato que a planta apresenta benefícios já comprovados em tratamentos de doenças como o câncer, a esclerose múltipla, o diabetes e o glaucoma. Baler afirma que mesmo que o uso dessa droga venha a ser comprovadamente 100% terapêutico, o uso dela na Medicina seria bem diferente da forma recreativa. Um dos maiores objetivos da comunidade médica é encontrar um modo de usar a marijuana como aliada no fim da dor em pacientes graves.
O ano de 2014 trouxe consigo as primeiras vendas legais de maconha para pessoas que não estão usando a droga por razões médicas nos Estados Unidos desde a década de 1930, como é caso de eleitores de Colorado e de Washington que provocaram essa mudança de política.
Pesquisadores da saúde pública dizem acompanhar de perto as taxas de lesões, acidentes, doenças mentais e o uso por adolescentes, e com o aparecimento destas novas leis será possível uma melhor compreensão dos efeitos do consumo da maconha sobre a saúde pública. E você, o que acha sobre este assunto? Curta, comente e compartilhe com seus amigos!




Do: Pr. Joanes Silva Blog>: Fonte Live Science

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