segunda-feira, 12 de maio de 2014

Há quanto tempo você não usa um orelhão?

''Segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), 50% dos orelhões existentes realizam apenas duas chamadas por dia''


Segundo orientações da Anatel, em caso de mau funcionamento dos telefones públicos, qualquer pessoa pode solicitar o reparo dos orelhões junto à concessionária. Foto: Bernardo Dantas/DP/D.A Press

Criados em 1971, os orelhões foram engolidos pela tecnologia e estão sendo cada vez menos utilizados pelos usuários. Mas mesmo com pouca demanda, eles ainda estão espalhados pelas ruas de todo o país. Atualmente, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), 50% dos orelhões existentes realizam apenas duas chamadas por dia. Além disso, dados prévios da agência apontam uma diminuição do tráfego em cerca de 40% ao ano, além da redução da receita média por orelhão, que hoje não chega a R$ 15.

Os vândalos são a principal ameaça aos orelhões. Segundo informações da Oi, concessionária responsável pelos orelhões em Pernambuco, nos três primeiros meses do ano, em média 9% dos orelhões instalados foram danificados. Os problemas são, principalmente, em leitora de cartões, monofones e teclado, além de pichações, colagem indevida de propagandas nos aparelhos e nas folhas de instrução de uso, o que prejudica o entendimento das orientações pelos usuários.

Segundo orientações da Anatel, em caso de mau funcionamento dos telefones públicos, qualquer pessoa pode solicitar o reparo dos orelhões junto à concessionária, que precisa proceder a correção nos prazos estipulados pela regulamentação. “A Anatel exige que 98% delas sejam atendidas em até oito horas, prazo que nunca poderá ultrapassar 24 horas. No caso de aparelhos localizados em regiões remotas ou de fronteira, a exigência é de que as solicitações sejam atendidas em até cinco dias, nunca podendo exceder dez dias”, detalha a agência por meio de um comunicado.

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